A violência e a criminalidade no brasiil e no mundo

A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE NO BRASIIL E NO MUNDO RESUMO Este artigo apresenta uma reflexão da violência e da criminalidade no Brasil e no mundo a partir do seu conceito que é bastante controverso quando passou a unificar condutas diversificadas. Da ênfase a vlolência no Brasil apresentando suas principais causas, e a difícil tarefa de combatê-la, já que está interligada a grande dimensão continental do país, fator que contribui para a e sociais em relação e criminalidade espal das Faz referência a violê guerras mais antigas, oril esníveis regionais rmas de violência rio brasileiro. do, desde as ia da humanidade, as guerras ideológicas e suas guerrilhas atuais. Ainda faz uma referência a violência provocada nas escolas e advinda delas. Da uma definição para as formas de violência ocorridas nas escolas, bem como aquela que está em torno da escola porque mais cedo ou mais tarde ela acaba do lado de dentro. A exemplo de bares, gangues ligadas ao tráfico, brigas que acontecem lá fora e refletem do lado de dentro. Palavras-chave: Violência e a Criminalidade. Criminalidade no Mundo.

Criminalidade nas Escolas. 1 INTRODUÇÃO vezes, controverso, porém sua forma de representação é sempre omportamental. Em termos sociais, os eventos violentos costumam ser compreendida desde uma perspectiva individual ou isolada, e a noção de que ações violentas também podem ser impetradas por classes e nações, fica relegada a um segundo plano. A violência concebida como um fenômeno socialmente construído, é representada de forma diferente entre as sociedades e entre os grupos de uma mesma sociedade.

No contexto das mudanças culturais provocadas pela sociedade pós-industrial, à família reconfigurou seus papéis com uma distribuição desigual de autoridade e poder e uma maior ragilidade de diálogo. O desconforto provocado na sociedade por esta situação cresceu gradativamente, a ponto de ocupar os meios de imprensa e literários. A banalização da violência proporcionada pelo conteúdo da grande maioria dos meios de comunicação certamente também contribuiu para o aumento de agressividade nas novas gerações.

De um modo geral, nos filmes e ate nos desenhos, assistimos diariamente os heróis ridicularizarem o cotidiano tranqüilo e a vida «comum», valorizando o espetacular e mitificando a arma de fogo como símbolo de poder. 2 A VIOLÊNCIA A CRIMINALIDADE NO BRASIL A criminalidade se expandiu, multiplicou-se, transformou-se e se expõe de maneira diferente no cenário nacional, que nem o Estado tem condições de saber sobre sua presença e menos ainda sobre suas mudanças e novas composições.

A fome, a desigualdade e a exclusão social constituem alguns dos fatores condicionante nto da criminalidade. PAGF 11 Todavia é necessário também afirmar que a dimensão e a continuidade da existência destes fatores revelam o quadro estrutural da violência no Brasil. Este contexto provoca mudanças culturais que enfraquecem valores importantes para convivência em sociedade. Muitos pesquisadores da política, das universidades, dos governos e da sociedade civil como um todo têm tentado formular explicações lógicas para esse fenômeno.

O Brasil é um país de dimensão continental, com mais de 8. 500. 000 km2 divididos em 26 Estados e um Distrito Federal, nos quais seus 185 milhões de habitantes estão distribuídos, com enormes desníveis regionais e sociais. Ao tempo em que algumas regiões atingiram um elevado índice de desenvolvimento humano, outras quedaram estagnadas, onde novas fronteiras são desbravadas sem que o Estado se faça presente, até mesmo para tender as necessidades elementares ou acompanhar as transformações que ali operam.

Nestas últimas décadas ocorreu uma forte migração do campo para as cidades e estas não se encontravam preparadas para receber uma massa humana com tantas demandas e parcos recursos financeiros. Surgiram aí áreas, verdadeiros bolsões de pobreza, desprovidas dos equipamentos básicos de saúde, educação, serv’iços sociais e especialmente de segurança. Em algumas cidades que ofereciam atrativos especiais, esse quadro se reproduziu em favelas e, hoje, a população de quatorze cidades já ultrapassa a casa do milhão de habitantes, dentre as uais o Rio de Janeiro com mais de seis e São Paulo com mais de dez milhões.

E em artigo publicado no jornal «O Estado de São Paulo», em 05 de setembro/ 10, denominado: «A violência brasileira em expectativa», o autor afirmou ca PAGF30F11 em 05 de setembro/ 10, denominado: «A violência brasileira em expectativa», o autor afirmou categoricamente: «Os planejadores de políticas públicas, governadores, prefeitos, empresários, líderes comunitános, todos precisam enfrentar as causas dessa onda crescente de violência».

Medidas de curto prazo podem ser implementadas, tais como a identificação das áreas geográficas e risco e a organização de ações concretas nesses lugares: instalação de iluminação pública, construção de áreas de esporte, resolução dos conflitos fundiários, atribuição de poderes às mulheres e aos líderes comunitários, criação de organismos locais devotados especialmente à prevenção do crime e o engajamento de todas as pessoas que tenham conhecimento, aptidão e prática nesse campo (famnias, padres, policiais, médicos, funcionános, líderes juvenis e femininos, etc. . Se os problemas sociais não forem devidamente combatidos, o medo e a insegurança ontinuarão a ameaçar a vida cotidiana do povo brasileiro e dos estrangeiros que visitam este pródigo país. Fica demonstrado que não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, tem-se desenvolvido um senso mais ou menos unânime de que, apenas com a decisão da comunidade em participar do processo da segurança pública, é que os resultados serão satisfatórios.

A exemplo do que tem sido feito no Rio de Janeiro nas grandes favelas como no Morro do Alemão no final do ano com a implantação de uma milícia permanente e diversas medidas de segurança puderam reestruturar aquela comunidade e manter a paz. A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE NO MUNDO Criminalidade é um fenômeno jurídico; é tudo que diz respeito ao crime e ao criminoso, sendo a criminologia a ciência qu PAGFd0F11 fenômeno jurídico; é tudo que diz respeito ao crime e ao criminoso, sendo a criminologia a ciência que estuda este fenômeno.

Violência é continente e criminalidade é conteudo. pode existir violência sem criminalidade; mas a criminalidade é uma forma de violência. Entendemos, a partir daí, que as várias dimensões onde a violência se manifesta. A figura da violência aparece exatamente no contexto de desacerto ou desequilbrio da vida social. ? uma palavra que tem origem do Latim, na palavra «vis», que quer dizer força – força empregada no sentido destrutivo, diminutivo, de causar um dano, uma diminuição no patrimônio de alguém (patrimônio físico ou subjetivo).

Há muito tempo os estudiosos se dedicam a estudar este fenômeno e procuram dar uma definição precisa para ele. Muitas dessas definições não são precisas porque, ou misturam com outras coisas, ou deixam de explicar outras situações. Um sociólogo Norueguês, nascido em Oslo em 1930, chamado Joham Galtung, (doutor em matemática e sociologia; professor de

Estudos para a Paz e Teoria dos Conflitos nas universidades do Havai e Witten/Herdecke, Tronsoe e na universidade Européia da Paz; autor do primeiro manual das Nações Unidas do programa Transformação de Conflitos por Meios Pacíficos), há alguns anos, definiu violência, como toda situação ou conjuntura onde um individuo sofre pressões que o impedem de desenvolver plenamente suas potencialidades.

Esta definição permitiu trabalhar com categorias precisas e separar a violência de outros fenômenos, como é o caso da criminalidade/violência é um fenômeno histórico-social, inerente a vida em sociedade; pode star presente em todas as práticas socials. A violência tem vida em sociedade; pode estar presente em todas as práticas sociais. A violência tem originado diversos problemas relacionados à saúde em países em desenvolvimento.

O impacto social e sanitário é notável, uma vez que seu crescimento assume uma funçao linear em termos de tempo. (SOARES, 2006,130-159. ). 3. 1 AS GUERRAS Na antiguidade a guerra era praticada pelo confronto entre exércitos regulares, com soldados adestrados e capacitados ao uso da violência legítima, separando-se da população civil, que deveria ficar fora do perímetro de luta. As batalhas ocorriam em campo determinado: o front.

A guerra era assunto de domínio público, da competência de segmentos militares profissionalizados, realizada em cenário determinado, com conseqüências políticas e econômicas passíveis de serem controladas, tendo-se sempre como recurso o retorno a paz O século XX instaura uma nova racionalldade no conflito béllco, que iria manifestar-se no que Hobsbawm (1993) chama de «guerras totais», da primeira metade do século.

Apesar de manterem várias das características das «guerras tradicionais», a Primeira e Segunda Guerras Mundiais apresentaram muitas aracterísticas das «novas guerras». Diluiu-se a distinção entre público e privado, militar e civil, tanto na definição dos alvos estratégicos como na composição das forças em luta. A razão de Estado deu lugar à defesa de causas mais gerais, de cunho ideológico.

O cenário de guerra ampliou-se, a perícia e o treinamento do guerreiro foram adequados à eficiência tecnológica. «As Novas Guerras» compreendem conflitos ocorridos desde o in[cio da Guerra Fria até o ém, há uma n[tida PAGF início da Guerra Fria até o presente. Porém, há uma nitida distinção entre a natureza das guerras ocorridas durante a ipolarização mundial e aquelas contemporâneas à globalização recente, principalmente de meados da década de 80 até o presente.

Nos conflitos ocorridos durante a Guerra Fria o comprometimento politico-ideológico era preponderante, sendo tais conflitos, em sua maioria, guerras de libertação, anti- coloniais ou revolucionárias, estando às partes circunscritas no universo ideológico da polarização mundial. A incorporação da população civil as guerrilhas fazia-se sob um pressuposto de engajamento político a uma causa, que somente era possível pelo convencimento dessas populações.

A guerra revolucionária em Cuba, a guerra do Vietnam ou da Argélia, seriam exemplos claros desse período. 3. 2 0 TERRORISMO A onda crescente de violência, inclusive criminal, é um complicado enigma do mundo moderno. O terrorismo é um fenômeno típico do século XX. Crimes e guerras sempre existiram na históna conhecida da humanidade, mas os atos terroristas, que em violência podem ser situados entre esses dois, é uma característica do nosso século. Há hoje várias dezenas, talvez centenas de grupos terroristas atuando em todos os cantos do planeta.

Algumas dessas rganizações ostentam nomes absurdos, incríveis mesmo, quando comparados às suas formas de ação e seus objetivos: Grupo Antiterrorista de Libertação (Espanha – anos 80), partidários do Direito e da Liberdade (França — anos 80), Grupo da Justiça nternacional (Egito – 1995), Hezbollah — Partido de Deus (Israel — anos 80 e 90). Há também nomes esdrúxulos, como: Tigres da Libertação Tâmil, Células do Mártir Engenheiro, PAGF70F11 também nomes esdrúxulos, como: Tigres da Libertação Tâmil, Células do Mártir Engenheiro, Frente Tigre de Libertação da Bodolândia.

Nas décadas de 80 e 90 0 terrorismo se disseminou em inúmeras organizações espalhadas pelo mundo, todas elas tendo como objetivo último a destruição. No próprio Oriente Médio, que sempre esteve mergulhado em violência e sangue desde o final da Segunda Guerra, os atos terroristas eram acontecimentos esporádicos durante as décadas de 50 e 60; porém, a partir da década de 80 0 terrorismo se espalhou na região como um câncer incontrolável, atingindo tanto o bloco muçulmano como o israellta.

A Europa, aliás, é o campo preferido da atuação do terrorismo mundial. 4 VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE NAS ESCOLAS A violência é um fenômeno social que vem crescendo assustadoramente no Brasil e no mundo e de um modo geral passou a fazer parte do nosso cotidiano; a sua presença tem Sldo constante em todos os espaços da sociedade brasileira entre eles as escolas, que eram antes considerados um local segura, hoje tem-se transformado em palco para a prática de violência, sendo seus protagonistas alunos e professores.

A violência tem sido concebida como um fenômeno multifacetado, que não atinge somente a integridade f(sica, mas também as integridades psíquicas, emocionais e simbólicas de ndlviduos ou grupos nos diversos espaços sociais, entre eles a escola. A noção de violência é, por princípio ambíguo, não existe uma única percepção do que seja violência. Ela se manifesta de diversas formas e por isso deve ser analisada a partir das normas, das condições e do contexto social ue varia de um período histórico a outro. do contexto social que varia de um período histórico a outro. 4. AS FORMAS DE VIOLÊNCIAS SÃO ASSIM DEFINIDAS: – violência direta; refere-se aos atos físicos, que resulta em prejuízo deliberado à integridade da vida humana. Essa categoria envolve todas as modalidades de homicídios, como: assassinato, chacina, genocídio, crimes de guerra, suicídio, acidente de trânsito e massacre de civis; – violência indireta; envolve todos os tipos de ação coercitiva ou agressiva que impliquem em prejuízo psicológico ou emocional; – violência simbólica; abrange relações de poder interpessoais ou institucionais que cerceiam a livre ação, pensamento e consciência dos indivíduos. violência econômica; aquela que se refere aos prejuízos causados ao patrimônio e propriedades, especialmente aquele esultado de vandalismo. Além das formas de violências mencionadas, existe também aquela que está em torno da escola porque mais cedo ou mais tarde ela acaba do lado de dentro. São bares vizinhos aos colégios que vendem bebidas alcoólicas aos jovens, gangues ligadas ao tráfico, brigas que acontecem lá fora e acabam tendo algum desdobramento do lado de dentro. CONSIDERAÇÕES FINAIS A violência e a criminalidade é um fenômeno histórico-social, inerente a vida em sociedade; pode estar presente em todas as práticas sociais. Tanto no Brasil como no mundo ela se manifesta om as mesmas características não difere das suas causas que geralmente são as mesma PAGF40F11 criança, do adolescente e até dos adultos gerando uma carga emocional violenta, agressiva e superior a sua capacidade de absorver e processar essas informações, tornando-se muito fácil provocar a violência em virtude do que as informações telesivas o influenciaram.

Uma primeira explicação para as causas de tamanha violência no mundo vêem da desagregação do mundo familiar. A estrutura pai-màe-filhos está sendo corroída. Com separações, quase sempre conflituosas. Há famílias em que só a mãe ou só o pai uida dos filhos, isto gera repercussões diferentes no amadurecimento da personalidade dos filhos. Crianças que crescem pelas ruas, sem carinho, sem afeto, vítimas de agressões físicas e de abusos sexuais. Por outro lado, crianças, que mesmo tendo o conforto material, crescem sem carinho e sem que se ponham limites aos seus desejos.

Tudo isso causa frustração que é combustível que provoca explosões de raiva, vingança, retaliação, violência nas mais variadas formas Constata-se que muitos são os fatores que contribuem para o fenômeno da violência se manifestar nas escolas entre eles: a analização da violência; a exclusão do jovem do sistema escolar que é mais acentuada entre os jovens negros e moradores das periferias urbanas e das zonas rurais; o mercado de consumo, que cria necessidades materiais impossíveis de serem satisfeitas pelos jovens das classes sociais mais empobrecidas.

Parte deles terminam envolvidos em atos de violência fisica como homic[dio e outros; a violência simbólica, praticada por professores e alunos quando se agridem mutuamente; a violência econômica, com a depredação do patrimônio material da escola, a violência que esta em torno da escola, q