Questões discursivas

personagem (ou narrador) misturam-se na narrativa, quebrando limites espaço-temporais verossímeis. Joyce e Proust já haviam feito experiências como essa, mas foi Clarice que introduziu esse estilo no Brasil. 02) Leia Questões discursivas Premium Ey goian0007 anpenR 20, 2012 S pages 01) Leia o fragmento abaixo, retirado do conto Viagem ? Petrópolis, de Clarice… Uma das inovações de sua linguagem para a literatura brasileira é o fluxo de consciência. Para entendermos o que é isso, seguremos a definição de Norman Friedman sobre análise mental, monólogo interior e fluxo de consciência. O rmeiro é definido como um aprofundamento nos processos mentais da personagem por uma espécie de narrador onisciente; o segundo, um aprofundamento maior, cuja radicalização desliza para o fluxo de consciência onde a linguagem perde os nexos lógicos e se torna caótica”. Clarice transitaria pelos três movimentos, apesar de apresentar características mais evidentes de “fluxo de consciência”. É como se uma câmera fosse instalada S”ipe to view SWP to page na cabeça da person exatamente o que el cn ors Sabemos que o noss • pretende demonstrá sua desordem.

Prese mos acompanhar nelra como pensa. nado, e quando se , acompanhamos e desejos da Leia o excerto abaixo para responder à questão:… Segundo o Professor Massaud Moisés quem toma a poesia externamente e, obedecendo livremente à impressão de seu ouvido ou de sua vista, classifica de poesla as formas de falar de aparência simétrica, e de prosa as de aparência assimétrica, não anda muito desencaminhado. Nessa definição existe quase que uma equiparação da idéia de poesia com a idéia de verso.

Existem porém argumentos contrários a essa idéia de que qualquer verso seja poesia. Conforme relata o próprio Massaud Moisés, já na Grécia antiga Aristóteles afirmava que nem todo verso é poesia. Até mesmo quando um tratado de medicina ou ciência natural é escrito em verso, habitualmente se dá o nome de ‘poeta’ ao autor, porém Homero e Empedocles nada têm em comum além da métrica, e, portanto, seria correto chamar o primeiro de poeta e o outro de cientista natural ao invés de poeta. ma vez que os antigos e os medievais reviraram a Poesia de cabeça para baixo, armados do eficaz instrumental do Trivium (Gramática / Dialética / Retórica), embora a serviço da composição do verso e de seus feitos estilísticos, resulta que graças a Aristóteles, a Quintiliano, a Cicero, a Horácio e a outros comprometidos com a teorização sobre o ofício das Musas, a Poesia chegou até nós muito mais “definida” do que a prosa de ficção, oficio das Musas, a Poesia chegou até nós muito mais “definida” do que a Prosa de ficção, “jovem” em relação àquela, pois teve de esperar a Idade Média Central para começar a se fazer ouvir, encorpar e crescer. A Massaud Moisés não passou despercebida a discrepância: reorganizou a linha evolutiva da primeira, instituindo parâmetros mais claros para distinguir poesia/prosa u épico/lírico.

OI) A referenciação e a progressão referencial consistem na construção e reconstrução… A referenciação e a progressão referencial podem ser definidas em duas formas: anáfora tem como função ‘lembrar’. É o termo usado em um texto para relembrar ou retomar algo que já foi dito. Ao contrário da anáfora, a catáfora tem a função de anunciar o que vai ser dito. Esses termos são estudados em coesão textual. por exemplo, a gramática tradicional diz que o demonstrativo ‘este’ é catafórico, porque deve referir-se a algo que será apresentado; e ‘esse’ é nafórico, porque refere-se a algo que já foi anunciado no texto ou no contexto. 2) A metáfora é a alteração do sentido de uma palavra… O quadrinho dos simpsons faz uma uma metáfora quanto ao desenho “Homem Vitruviano” de Leonardo da Vinci. 01) Questão 1: Questão 1: Leia a charge apresentada a seguir:… A Análise do Discurso surgiu na década de 60 na França, tendo o discurso como obje PAGF3rl(FS apresentada a seguir:… A Análise do Discurso surgiu na década de 60 na França, tendo o discurso como objeto de estudo. Ao se propor estudar o discurso, buscamos ver a língua não apenas omo transmissão de Informações ou o simples ato de fala, mas a língua numa visão discursiva que busca a exterioridade da linguagem como a ideologia e o fator social.

Ao discorrer sobre o objetivo tomamos a linguagem como mediadora indispensável entre o homem e o meio social e natural em que vive, assim, não adota a língua como um sistema abstrato, mas a l[ngua como método de interação. Um dos precursores da Análise do Discurso francesa foi Michel Pêcheux. Para a sua criação, Pêcheux realiza rupturas com as pesquisas estruturalistas que via a língua apenas como um veículo para a comunicação, limltada m si mesma e busca analisá-la a partir de aspectos que vão além do ato comunicativo, ou seja, aprofunda-se nos aspectos extralinguísticos do discurso a fim de chegar à construção de sentidos do contexto social, histórico e ideológico no qual um determinado enunciado está inserido.

Isso implica dizer que a lingua é tomada como produto da interação entre os falantes, é um veículo de interação com o mundo e tem o propósito de ocultar questões ideológicas materializadas na linguagem. 02) Questão 2: Leia o texto a seguir, retira PAGF ideológicas materializadas na linguagem. 2) Questão 2: Leia o texto a seguir, retirado da internet:… As formas convencionais do gênero noticla definem seu papel social e informativo, observando certas regras e normas que o próprio gênero impõe. Bakhtin considera que na interação entre falantes, os parceiros na comunicação aprendem a moldar a fala de acordo com o gênero e, são capazes de identificá-lo na comunicação. Entendemos que se torna relevante apontar o dialogismo bakhtiniano como fator importante na compreensão dos aspectos interligados ao ato enunciativo.

Estamos nos referindo aos estudos sobre gênero de discurso, pois este se faz resente no ato de linguagem. para uma melhor compreensão da noção de interdiscurso do texto em tela, outras noções precisam ser introduzidas para que sejam estabelecidas as relações que as interligam. Numa visão dialógica da linguagem o discurso é concebido como produto do interdiscurso. A produção do discurso se realiza no bojo do interdiscurso e em linhas gerais, podemos dizer que o interdiscurso é constituído pela relação existente entre os discursos. Entendemos que essa relação particulariza um determinado discurso, como também sustenta histoncamente os sentidos nele inscritos.